sexta-feira, 12 de maio de 2017

Resenha

Resenha do livro Os Dias Voláteis do autor Marcelo Rua

Bem vou iniciar a resenha falando de alguns capítulos na qual me chamou atenção.
Me deparei com uma seguinte cena logo no inicio da leitura, a discordância entre os pais de Carlos, relacionada aos filhos, o pai é um tipo de pessoa na qual tem pulso firme com os filhos e também daqueles, digamos, descolado. É um tipo de pai na qual conversa com o filho e incentiva nas coisas, já a mãe de Carlos é um tipo de mãe que a filha pode tudo e o filho não, a cena descrita é o pai fala para o filho sair, pois ele vivia do trabalho pra escola da escola pra casa mal saía, já com isso a mãe dona Eunice veio discordando do marido achando que o filho tem que estar em casa, é um tipo de coisa que realmente acontece muito na realidade fora da ficção dos pais, discordarem na frente dos filhos. Já ouvi um psicólogo falar que não se deve fazer isso na frente dos filhos por eles ficarem assim: “pow, meu pai é legal, minha mãe é chata”, sempre os filhos vão dar essa ênfase.

A respeito da irmã de Carlos, a Janete, achei ela na história muito mimada pela mãe e ao mesmo tempo chata porque tudo que ela quer a mãe faz e Carlos a mãe quer controlar, Janete é um tipo de menina que tem um ar de patricinha, tudo ela quer e sem contar que ela bate de frente com irmão, teve uma cena que Carlos chegou atrasado pra escola e ele queria tomar banho, só que o pai estava no banheiro então ele resolveu esperar o pai sair. A irmã quando ouviu a voz dele saiu do quarto também querendo o mesmo, Carlos por sua vez disse que iria tomar banho porque estava atrasado e ela começou a cantarolar, tipo nem dando atenção ao que o irmão estava falando. O pai, seu Manfredo, que estava no banheiro, falou com altivez na qual ninguém bate de frente com ele, ou seja, ele falou, ela respeitou e voltou para o quarto. Por isso admiro o pai de Carlos. Então Janete é um tipo de personagem que não me atraiu. Vi muita coisa durante a narrativa com relação a ela, a mãe a deixa fazer o que quer, quanto ao filho ela pega no pé, ela merece é puxões de orelha e bem dadas.
Senti durante a narrativa que os personagens postos na história julgam muito as pessoas. Assim como
Carlos, os pais, a própria Janete, os amigos de Carlos, mas nenhum deles está na pele do outro para saber o que ‘’o outro está passando’’. É claro que em certas coisas os pais de Carlos têm razão em querer proteger os filhos, só que proteção demais também afasta os filhos.
Indo mais para frente, deparei-me com Chico. No início estava gostando dele porque ele se mostrava um ótimo amigo, até um certo dia Rômulo fez uma brincadeira com ele na qual resultou no afastamento dele para com os colegas, ele mostrou seu lado vingativo, claro que o Rômulo fez não foi o correto, mas também não vi motivos para Chico começar a destratar todos a procurar intriga para prejudicar aqueles que eram amigos de Rômulo, nesse caso o Carlos.
Friedrich foi o que me deu mais raiva pelo modo dele pensar em relação às mulheres, a religião, opção sexual do ser humano e a cor da pele. Ele é o tipo de pessoa que não gostaria perto de mim, é preconceituoso, se acha a última bolacha do pacote e além de achar que o dinheiro é um amigo, será mesmo?


O autor soube nos mostrar como é nossa realidade nessa obra, mostra o quanto amamos julgar o outro por tudo, ele mostrou que sim podemos ser diferente daquilo que li, nessa obra dá para tirar como lição tudo como amizade de Carlos pelo Rômulo que achei nossa, muito lindo, é rara amizade assim, mostra o quanto os pais protege demais um dos filhos enquanto o outro fica a ver navios fazendo o que quer, nem tudo nessa vida é o que queremos ser e sim como Deus quer.




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