segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ser rejeitado(a) não é o fim do mundo Autor Luciano Otaciano

Boa noite pessoal, tudo bem com vocês?Andei sumida, mais é porque estou pondo minhas leituras em dias, e ando com problemas pessoais, que logo se resolveram. Bem navegando no blog de um amigo ‘’Marcas Literárias’’ me deparei com um texto publicado pelo autor Luciano Otaciano, na qual me chamou muito atenção, então aqui estou eu para republicas esse texto que eu chamaria de reflexivo ou seja para vocês seguidores e não seguidores leiam e reflitam, esse texto merece uma nota mil., agradeço ao autor pela disponibilidade desse magnífico texto.

Ser rejeitado(a). Quem é que nunca? 

Este que vos escreve já perdeu as contas, de quantos levou e de quantos deu, porque se pararmos para refletirmos, se na vida apanhamos, também podemos ter a oportunidade de bater de vez em quando, não é verdade? E por falar em verdade, a verdade é que nada nos pertence. 

As pessoas e as coisas, principalmente quando se trata do ser humano, elas podem simplesmente cansar de você quando você menos esperar, e por mais que pensemos estar preparados, definitivamente não estamos. Nunca estamos. Mas, se o sofrimento nos visita com certa frequência do que desejamos, então que tiremos da situação algum proveito. O que temos à fazer quando se trata de lidar com o fato de ser rejeitado(a) é saber perder. Se analisarmos de forma consciente é o que faremos a vida inteira: nós seres humanos administramos perdas, e a vida, embora nos ensine muito mais a ganhar do que a perder, a própria vida nos tira coisas com a mesma velocidade que nos presenteia. Pode até parecer impessoal, frio, cruel em certo ponto falar em ganhar e perder, quando se trata do fim de um relacionamento, relacionamento este que provavelmente chegará ao fim, já que na vida quase tudo se extingue, ou seja nada é para sempre. Como se as pessoas fossem meros objetos ao nosso bel prazer, que ganhamos e perdemos como quem perde uma grana em jogos de azar, ou ganha um presente de aniversário.


Mas, se pensarmos com a tal frieza que a vida nos exige, é exatamente isto que acontece. Derramamos lágrimas e choramos muito a perda daquilo que julgávamos ter do que a própria saudade, que deveria ser o ponto principal de ser rejeitado(a). Choramos o nosso próprio fracasso em manter alguém que julgávamos nosso. Como pode? A dor de não poder escolher torna-se um gigante diante da mera saudade de beijos, de abraços do cotidiano que passamos juntos de quem amamos.

O amor fica pequeno perto do egoísmo de pura e simplesmente sentir-se dono(a) e quando você se livra da simples ideia de que alguém lhe pertence ou pertenceu em algum momento, você abstrai a perda. Reflita por que os relacionamentos, na verdade, são como uma folha seca num rio que deságua num imenso oceano. Cada um navega para onde melhor lhe convir. Se conviver e navegar lado a lado, muito bom. E, se não, paciência. Cada um de nós continua seguindo nossos próprios ventos, seguindo o rumo que nos convém. Na verdade choramos nosso próprio fracasso.

A nossa suposta incapacidade em manter ao nosso lado aquele(a) que julgamos querer, derramamos lágrimas porque no íntimo de nossas almas, julgamos que perdemos por demérito, e o sentimento de não merecer é muito mais cruel do que qualquer saudade que possamos ter. O sentimento de perder o controle da situação é mais desesperador do que qualquer beijo quente que lhe falta na cama vazia. Uma pessoa inteligente, veja bem, não falo da inteligência das simples equações matemáticas, mas aquela inteligência complicada que os sentimentos humanos exigem, compreende que nada nos é tirado. Que a mania de sofrer pode ser muito maior do que o próprio sentimento em si. Que autopiedade é mais cruel que a própria saudade.

A saudade sozinha, é aquele sentimento bonito por algo bom que foi vivido algum dia, e que compreendemos não nos pertencer mais. Porém a saudade temperada pelo drama, pela mania que temos de querer tudo para si, como se o mundo não escolhesse por nós de vez em quando, é simplesmente catastrófica.

Quando nos livramos do egoísmo, do sentimento do orgulho e da posse, compreendemos que nada é quando realmente não deve ser. Que na vida tudo passa se deixamos passar. Que tudo vem se soubermos receber. Que ser rejeitado(a) por alguém não nos torna mais ou menos merecedores de coisa nenhuma, nos torna humanos, como um monte de seres humanos por aí que já sofreram, ou sofrerão por amor e continuam vivos. Aprenda que o mundo não vai te obedecer sempre. E que de vez em quando você irá perder, aliás, você irá perder quase sempre. Ganhar é a exceção. Estar acompanhado por alguém é a exceção. A regra é estar só. Aprende a ser só, aprende a navegar sozinho como uma folha seca, que solitária cedo ou tarde encontrará o seu caminho. 

Autor Luciano Otaciano

2 comentários:

  1. Olá Beta, que bom que você gostou do texto, texto esse que é bastante reflexivo. Como sou um Ser voltado para reflexão, creio que ficou excelente. Agradeço por você compartilhá-lo em seu blog. Aliás, que visual lindo é esse do blog. Adorei. Forte abraço!

    Marcas literárias
    leootaciano.blogspot.com.br

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    1. Luciano, lendo esse texto imagino como são sua escrita nos livros,realmente é um texto muito reflexivo...Fico feliz por ter gostado do visual do meu blog, sinta-se em casa.Abraços

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