sábado, 9 de janeiro de 2016

Entrevista Autor Alan Borges

Olá amigos do blog Jornal Literatura e Cia hoje esta trazendo mas uma entrevista com Autor Alan Borges vamos conhecer um pouco sobre ele?


Entrevista

1 - Quais eram seus passatempos que te levaram a querer a contar histórias?

R = Eu não posso dizer que tive passatempos que me levasse a querer escrever, afinal, resolvi escrever muito tarde. Eu despertei o interesse quando comecei a estudar no SENAI, eu tinha um professor de redação que conversava muito sobre livros, comigo. Foi a partir dai que comecei a despertar o interesse, embora não tivesse posto em prática porque não tinha tempo, estudava no SENAI pela manhã, à tarde eu fazia curso de informática e a noite eu ia para a escola, e quando terminei o curso do SENAI, imediatamente comecei a trabalhar e desvaneci completamente a ideia de começar a escrever livros.


2 - De onde vem os seus personagens? São inspirados em pessoas reais ou em fatos?

R= Bem, a maioria deles eu apenas crio de acordo com a história a ser contada, mas também utilizo pessoas reais de quando em quando (às vezes eu coloco algo característico de mim mesmo. Algo que eu tenha feito, presenciado, ou vivido). Digamos que 85% dos meus personagens são criados de acordo com a história em si e os outros 15% são inspirados em pessoas reais.

3 - No início, que tipo de escritor/livro te influenciou? E agora?

R = (risos) Esta é uma pergunta bem difícil, pelo menos para mim. Eu nunca fui uma pessoa que se possa dizer que leu bastante, na verdade, eu não gostava de ler, exceto, é claro, livros técnicos (mecânica, eletrônica, automação, robótica, mecatrônica, enfim...), então, foi um pouco complicado. Mas desde que eu decidi realmente escrever (o que foi muito tarde. No final de 2014) que comecei a ler alguns livros e tive uma grande apreciação pelo livro: “O menino do pijama listrado” de John Boyne.

4 - Quais personagens de suas obras é seu favorito? Por quê? O que ele significa para você?

R = Bem, até o momento, o meu personagem preferido é Luke (a obra ainda está em processo de revisão) porque ele é um humano diferenciado, em si não há maldade alguma, em nenhum aspecto. Para mim ele significa o sinônimo da “limpidez” (risos)

5 – Você tem autores favoritos, quais são?

R = Sim tenho alguns, não são muitos ainda porque eu li muito pouco. Entretanto, eu gosto muito de: Antoine, John Boyne, Markus Zusak, C.S Lewis, Khaled Hosseini e José Mauro de Vasconcelos.

6 - Quais são seus planos? Próximo projeto?

R = Bem, eu tenho dois novos livros com editoras ainda em processo de revisão (um romance e um conto), também estou trabalhando em um novo romance que envolve inteligência artificial, depois que eu terminar este, pretendo escrever mais um romance e uma história no período de 1939 a 1945 (esta será sobre o holocausto)

7 - O mais difícil primeira ou a ultima frase?

R = Bem, acho que ambos são prontamente difíceis

8 - Música de fundo é indispensável?

R = Eu particularmente prefiro escrever sem músicas de fundo. Consigo me concentrar melhor

9 - Qual foi a sensação de lançar o primeiro livro?

R = Foi bem diferente, até digo que foi um pouco estranho para mim, porque vim da indústria e nunca havia feito algo do gênero

10 - Dizem que os personagens têm muito do autor. Qual dos personagens tem mais de você? Por quê?

R = Bem, até o momento, acho que Marcelo da obra: “Minha prima chata” tem um pouquinho de mim, no que diz respeito às brincadeiras de bolinhas de gudes, jogo de botão, futebol, videogame e as brigas na escola (risos).  Achei simplesmente que essas características enriqueceria o personagem

11 – Caso você não goste da opinião sobre seu livro você o impediria o leitor de postar?

R = Claro que não, cada um possui o direito de opinião. Se eu impedisse o post de algum leitor, eu de fato estaria enganando e prejudicando a mim mesmo, e além do mais, é com as críticas que conseguimos melhorar nosso trabalho. As críticas são altamente necessárias e importantes

12 - Quando seu texto passa por revisão, você acata todas as recomendações de mudança deles, ou só muda o que realmente acha necessário?

R = Somente mudo o que acho necessário (para não perder a essência da história)

13 - Como leitor o que você acha que não pode faltar em um livro?

R = Bem, ainda não sou um leitor experiente porque simplesmente não li muitos livros, mas basicamente, acho que o que não deve faltar é o fato da história ser realmente boa e interessante e que ela de uma forma ou de outra, traga alguma mensagem boa para quem a ler

14 - Poderia falar um pouco sobre suas obras?

R = Minha prima chata é um romance que se passa aos olhos de um menino de nove anos de idade, narrada em primeira pessoa. Marcelo (o personagem principal) é um garoto incrível, bastante humilde, tem amiguinhos adoráveis, um deles: “O Têteco” , até estuda na mesma escola com ele e juntamente com o “Bobinho” são os seus melhores amigos. Eles possuem uma grande corrente de amizade, apesar de eles serem de famílias de discrepantes potenciais financeiros. O único problema para Marcelo, é quando “Cristina”: (sua prima) vem passar uma semana inteirinha em sua casa. Eles possuem várias opiniões diferentes e isso os levam a constantes discussões.
Meu amiguinho do espaço é um livro de literatura juvenil, mas bem diferente.

A história se passa com um menino de família humilde que possui muitos sonhos a alcançar quando se tornar um adulto. Ele sofre alguns tipos de preconceitos por morar em um bairro humilde e distante do centro (onde vivem as pessoas grã-finas). Ele também tem muitas dúvidas a respeito dos humanos e da vida, mas em seus sonhos ele consegue encontrar alguém especial que está prontamente disposto a ajudá-lo e a tirar de si todas as dúvidas que se possa imaginar.
Luke Miller é um romance mesclado com drama que se passa no Texas (USA). Luke é o ser humano mais incrível que consegui aplicar a um personagem até o presente momento. Nele não há maldade alguma. Ele simplesmente é o personagem mais límpido que criei. 

Ele possui um amigo leucêmico (o melhor amigo de toda a vida) e juntos vivem um grande amizade. Embora a vida de seu amigo Kevin já esteja programada para o fim e seja bem conturbada, ele está sempre ali, disposto a ajudá-lo no que for necessário.
O país de Nala é um conto- fantasia que se passa no período da 2º guerra mundial. Um garoto se muda da Polônia com a família no intuito de fitar a guerra, acaba se mudando para uma bela mansão em Manchester (em um lugar distante da cidade) e acaba descobrindo que no jardim há um incrível portal mágico que liga dois mundos tão distintos. Ao atravessar o portal seus olhos são surpreendidos.

15 - De onde vem sua inspiração para escrever?

R = Bem, eu não possuo muitas técnicas de inspiração. A única coisa que faço é: decidir sobre o que quero escrever, depois eu começo a criar os personagens, a caracterizá-los, articulo os fatos que acontecerá ao decorrer da história, depois que eu organizo os fatos, eu organizo a ordem e o jeito que eles acontecerão, é aí que eu começo a escrever. Nota: É claro que durante a escrita, às vezes ocorre o fato de eu mudar as ordens dos acontecimentos, sempre surge uma modificação aqui, ou ali

16 - O que você acha mais difícil entre o processo de criação e publicação de uma obra?

R = Bem, quando se é iniciante na área (como eu), é bem complicado. Mas acho que criar a história, deixá-la conectada, deixá-la com coerência e narrá-la de uma forma aliciante é bem difícil

17 - Qual é o maior desafio ao escrever?

R = Acho que, deixar a história conectada aos fatos, fazer com que ela tenha coerência, e narrá-la de um modo fluído, que prenda o leitor e o faça embarcar junto com a história, e acima de tudo, fazer com que a história seja realmente boa

18 - Preconceito Literário... Já sofreu algum? Como reagiu?

R = Bem, quando se é iniciante, não conhecido, esses tipos de coisas às vezes acontece, mas temos que ser perseverante e continuar com o nosso trabalho

19 - Você ainda encontra dificuldade em publicar e divulgar seus trabalho? Como você faz pra driblar isso?

R = Eu particularmente, por ser inexperiente nesta área (trabalhei sempre em indústrias durante cerca de mais de dez anos) estou passando por dificuldades com a divulgação. Como eu sou inexperiente, eu apenas imaginava: - Só basta escrever o livro e pronto.   Mas não é bem assim.  O trabalho de divulgação consiste em um trabalho árduo e mútuo entre a editora e o autor. Os dois devem trabalhar juntos e intensamente para que a obra venha a ter uma boa divulgação.Estou estudando sobre algumas maneiras de divulgação


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